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sábado, 16 de novembro de 2013

Indicadores de Qualidade na Educação Infantil - Resultados

Conheça o material completo utilizado pela EMEI Guia Lopes em: 

Este é o segundo ano que optamos, voluntariamente, pela aplicação do instrumento de autoavaliação elaborado pelo MEC cuja utilização é prevista pelo Programa Mais Educação a partir de 2014.
Trata-se de documento que prevê a participação da comunidade escolar e, portanto democrática.
Caracteriza-o como um instrumento que não visa a comparação entre as unidades escolares e não prevê a divulgação de seus resultados, mas consideramos importante garantir a total transparência de seus resultados. A sua publicação tem por objetivo abrir a possibilidade de participação dos pais e cidadãos que não puderam participar quando de sua aplicação. Portanto, nós estamos aguardando suas sugestões. combinado?
Pais, Professores e Crianças com a palavra durante a  plenária


Para compreender as cores atribuídas aos indicadores de qualidade, segue uma breve contextualização proposta pelo documento.

AS CORES ATRIBUÍDAS A CADA INDICADOR

Caso o grupo avalie que essas ações, atitudes ou situações existem e estão consolidadas na instituição de educação infantil, deverá atribuir a elas a cor verde, indicando que o processo de melhoria da qualidade já está num bom caminho.
Se, na instituição de educação infantil, essas atitudes, práticas ou situações ocorrem de vez em quando, mas não estão consolidadas, o grupo lhes atribuirá a cor amarela, o que indica que elas merecem cuidado e atenção.
Caso o grupo avalie que essas atitudes, situações ou ações não existem na instituição de educação infantil, atribuirá a elas a cor vermelha. A situação é grave e merece providências imediatas.



Considerações
1.1 - Distribuição de uma apostila contendo pontos fundamentais do Projeto Político Pedagógico para toda a equipe escolar; reuniões iniciais com os pais com a apresentação do projeto didático e divulgação da missão, valores e visão da escola e suas concepções, participação ativa no encaminhamento das ações administrativas e pedagógicas através das reuniões do Conselho de Escola e Associação de Pais e Mestres, Canais virtuais de comunicação que divulgam, informam e colhem opiniões da comunidade escolar sobre os serviços educacionais oferecidos, acompanhamento e participação dos pais durante todo percurso percorrido pelo grupo/classe de seu filho, ações pontuais como palestras e rodas de conversa para reflexão sobre a proposta pedagógica da escola, redirecionamento anual do Projeto Político Pedagógico, quadro de referência na qual definimos nossas intenções pedagógicas e que deve ser observado por todos os funcionários da escola.
 1.2 – Construção de Projetos Didáticos coletivos, horário coletivo para o planejamento semanal, intervenções pedagógicas nos semanários e sequências didáticas, acompanhamento das atividades desenvolvidas pelos professores nos diversos ambientes escolares, avaliação contínua da prática pedagógica discutida individual ou coletivamente, análise e discussão das atividades planejadas para as crianças, participação, acompanhamento e avaliação do PEA pela direção escolar junto à Coordenação Pedagógica.

1.3 – A documentação Pedagógica da escola é composta por: semanários, portfólio individual do aluno, portfólio virtual do grupo/classe, caderno de observação dos alunos, diário de projeto, produções infantis permanentemente expostas pela escola, apostila “passo a passo” em que ficam organizados todos os relatórios descritivos e processos de autoavaliação das crianças durante a sua permanência na Unidade Educacional, teia de conhecimentos (gráfico dos caminhos percorridos pelo grupo/classe).





Comentários
Comentários
2.1 – O grande diferencial do trabalho pedagógico via projetos prevê, em sua essência, a construção da autonomia das crianças. Em vários momentos e na maioria das vezes a escola aposta nas ideias infantis e converge esforços para concretizá-las e aprimorá-las. As normas de convivência nos auxiliam nesta construção, fazendo-as dar os primeiros passos rumo à independência. Projetos didáticos baseados na afetividade, fantasia e encantamento, características próprias da infância, permitem às crianças tornarem-se protagonistas de sua própria história.
2.2 Ações como as assembleias infantis, os projetos do laboratório de informática e o acesso ilimitado a todas as dependências e funcionários permitem a liberdade necessária para que a escola seja um ambiente em que as crianças desenvolvam uma autoestima positiva e a liberdade de expressão. O Projeto da Horta Escolar compõe a área verde da escola permitindo o contato direto e diário com a natureza que vai além  da construção de saberes posto ser um espaço fértil de convivência onde relações interpessoais germinam e são enriquecidas. O Projeto Político Pedagógico da escola considera a importância do trabalho coletivo e este fundamento é perceptível em ações que vão desde a concepção dos projetos didáticos até a concepção de rotinas e espaços. A escola garante a flexibilização de rotinas para que nasçam parcerias entre professores e crianças, independentemente dos agrupamentos de origem, além de rotinas que priorizam a convivência entre os diferentes grupos (horários das refeições, momentos de brincadeiras livres, apresentações culturais)
2.3 Os objetivos e as ações relacionados no quadro de referência da unidade e seus projetos permanentes estabelecem a obrigatoriedade de trabalharmos a corporeidade em sua mais complexa definição através das rotinas de cada grupos/sala. Momentos diários de brincadeiras livres, higiene, alimentação, exploração do espaço físico e de suas potencialidades estão intimamente ligados à construção de uma cultura corporal. Os momentos de alimentação merecem um projeto específico assim como a construção de hábitos alimentares saudáveis.
2.4 A construção de ambientes diferenciados colabora para que a linha de tempos e espaços ofereça vivências com as múltiplas linguagens infantis. Há tempos definidos para a música, dança, artes plásticas, jogos simbólicos, arte culinária, linguagem midiática entre outras que surjam como necessidade para execução dos projetos didáticos.
2.5 O projeto desenvolvido através de nossas figuras de afeto inicia o contato com a linguagem escrita de forma lúdica e surpreendente. Através de cartas e bilhetes as crianças estabelecem contato com nossos espantalhos, além de registros escritos de suas experiências na sala específica para este fim. Temos, sim a preocupação que as crianças avancem em suas hipóteses de escrita e leitura considerando o interesse próprio da idade. Em relação a oralidade de nossas crianças, temos algumas atividades permanentes, quais sejam: rodas de conversa, assembleias infantis, reuniões de pauta, apresentações artísticas, projeto Rádio Tem Gato na Tuba (até 2013) e a TVGUIA (a partir de 2014), seminários infantis, entrevistas, reportagens, entre outras que priorizam a competência expressiva de nossas crianças. Algumas dinâmicas do Projeto Permanente da Sala de Leitura preveem a escuta, a fala e o registro de várias experiências em que nossas crianças são levadas a reescrever, criar, contar histórias durante todo o período letivo.
2.6 A Emei Guia Lopes aposta na construção coletiva de projetos, sequências didáticas, planejamentos, eventos e rotinas e esta prática que envolve adultos e crianças, além das normas de convivência, fortalece a colaboração entre os membros da comunidade escolar. Há três anos desenvolve um projeto cujo objetivo é a promoção de ações que valorizem o respeito às diferenças e o combate ao racismo, ao preconceito e à discriminação de qualquer ordem. A aplicação da Lei 10639/03 tem possibilitado um trabalho cada vez mais profundo sobre a identidade de nossas crianças.
Todo o trabalho pedagógico é desenvolvido em ambientes e materiais de uso coletivo e o espírito de colaboração é estimulado e construído entre todos os funcionários da unidade, sem distinção de segmentos ou agrupamentos.
OBS: Indicador 2.2.3 – “A instituição leva as crianças a conhecer e a explorar, de forma planejada, os diferentes espaços naturais, culturais e de lazer da sua localidade”
Ao referido indicador foi atribuída a cor amarela para garantir mais saídas culturais com as crianças. Como proposta de solução surge a criação de uma comissão composta por pais, professores e gestores em 2014 para buscar parcerias que possibilitem a redução de custos para esta atividade.

Comentários
3.1 – 3.4 – 3.5 – Comentados nas Dimensões anteriores.
Indicador 3.2.1 “ As professoras organizam a atividades de modo que as crianças não sejam forçadas a longos períodos de espera?”
 Durante toda a rotina organizada pela linha de tempo e espaços, não foram apontados problemas, mas o atendimento individualizado em algumas atividades específicas do projeto, em especial durante as atividades de registro, fica inviabilizado pelo número excessivo de alunos por grupo (35 alunos por sala com um único professor). Ao incentivarmos a construção da autonomia, os períodos de espera foram reduzidos significadamente.
Indicador 3.3.4 – “ As crianças com deficiência recebem atendimento educacional especializado. AEE quando necessitam? A instituição é reconhecida pelo acolhimento e por tentar desenvolver um trabalho de socialização e respeito às diferenças com todas as crianças, mas esta longe de dar o atendimento preconizado pelo Programa Inclui. Aponta-se como proposta de solução, uma equipe especializada na Diretoria Regionais de Educação que dê conta de acompanhar todos os casos e agilizar procedimentos. Além disto, é preciso viabilizar encontros sistemáticos e individuais entre os especialistas da DRE e os professores que convivem com as crianças. Acreditamos que as especificidades de cada caso tenham que ser compartilhadas diretamente com os envolvidos com as crianças. Apresentou-se, como encaminhamento para 2014 a abertura de uma sala de SAAI.

Comentários
3.1 – 3.4 – 3.5 – Comentados nas Dimensões anteriores.
Indicador 3.2.1 “ As professoras organizam a atividades de modo que as crianças não sejam forçadas a longos períodos de espera?”
 Analisada toda a rotina organizada pela linha de tempo e espaços e as ações que estimulam à construção da autonomia não foram apontados problemas relativos a longos períodos de espera, mas o atendimento individualizado em algumas atividades específicas do projeto, em especial durante as atividades de registro, fica inviabilizado pelo número excessivo de alunos por grupo (35 alunos por sala com um único professor).
Indicador 3.3.4 – “ As crianças com deficiência recebem atendimento educacional especializado. AEE quando necessitam? A instituição é reconhecida pelo acolhimento e por tentar desenvolver um trabalho de socialização e respeito às diferenças com todas as crianças, mas esta longe de dar o atendimento preconizado pelo Programa Inclui. Aponta-se como proposta de solução, uma equipe especializada na Diretoria Regionais de Educação que dê conta de acompanhar todos os casos e agilizar procedimentos. Além disto, é preciso viabilizar encontros sistemáticos e individuais entre os especialistas da DRE e os professores que convivem com as crianças. Acreditamos que as especificidades de cada caso tenham que ser compartilhadas diretamente com os envolvidos com as crianças. Apresentou-se, como encaminhamento para 2014 a abertura de uma sala de SAAI.

Comentários
5.1 – Todos os ambientes escolares são compostos e foram criados para atender as necessidades e interesses de nossas crianças.
5.2 – O espaço de artes, a ludoteca, a sala de leitura, a brinquedoteca, a sala de registro, o laboratório de informática estão disponíveis e asseguram o acesso das crianças aos bens materiais e acervos da escola. A decisão de retirarmos as portas dos armários das salas de registro teve por objetivo criar condições para que as crianças visualizem todo o material e tenham autonomia para utilizá-lo.
5.3 – Apesar de um amplo espaço físico, materiais e mobiliários suficientes às necessidades dos adultos, a EMEI Guia Lopes necessita urgentemente de uma ampliação, através da construção de um almoxarifado. A falta deste espaço compromete significativamente o ambiente que foi reformado para  que os funcionários utilizassem para fazer suas refeições com dignidade (funcionários das empresas terceirizadas e funcionários da EMEI Guia Lopes.)

Comentários
6.1 – A Lei de Diretrizes e Bases garante a formação mínima para os professores.
6.2 – As avaliações do PEA e a Avaliação de Desempenho classificam como satisfatória e diferenciada a formação dos professores nos horários coletivos.
6.3 – “Há no mínimo uma professora para cada agrupamento de 20 crianças de 4 a 6 anos”. A plenária decidiu que não há como garantir qualidade com 35 alunos para cada professor. Esta é uma luta dos profissionais da educação infantil há décadas, mas até o momento não sensibilizou as autoridades que elaboram as portarias de organização das escolas, anualmente.
Foi citado o problema com o material de higiene que a escola recebe dos órgãos centrais que nunca atendem à demanda. Outro problema que é vivido pela escola há anos. Apesar de nos solicitarem planilhas com as nossas necessidades, elas nunca foram atendidas. Para os presentes, é impossível garantir hábitos de higiene sem o material necessário.
Neste item, foi citada a dificuldade no atendimento das crianças com necessidades especiais, sem a devida formação e a presença constante de profissionais especializados para orientar as práticas pedagógicas específicas para cada criança.

Comentários
7.1 – A  escola desenvolveu vários mecanismos para desenvolver práticas de respeito e acolhimento às crianças e suas famílias. O período de adaptação recebe um planejamento específico, estimulando a permanência dos pais quando necessário. Não há horário de atendimento aos pais e a escola atende às necessidades de cada família quando é necessário um atendimento personalizado.
7.2 – A escola estimula a participação constante dos pais na vida escolar de seus filhos através de reuniões, palestras, pesquisas, rodas de conversa e eventos. Mantemos exposição constante das produções infantis e em muitas oportunidades convidamos os pais para serem os protagonistas de ações relativas aos projetos didáticos. Mantemos atualizados alguns canais de comunicação virtual, que possibilitam a publicação e divulgação do nosso trabalho através do BLOG e da página da escola nas redes socais.
As reuniões de pais e mestres contam com dinâmicas diferenciadas durante o ano, que alternam formação e informação. Todos os pais são convidados a participar das reuniões do Conselho de Escola e Associação de Pais e Mestres, mesmo que não sejam membros eleitos.
Os relatórios descritivos são socializados com as próprias crianças e com suas famílias em horários de atendimento individualizado para ambas.
7.3 – A EMEI Guia Lopes conta, em seu Projeto Político Pedagógico, com um plano de guarda e proteção que garante os direitos da criança, além de fazer encaminhamentos que possam beneficiá-las e protege-las. Todos os encaminhamentos que fazemos são discutidos amplamente com as famílias, antes de serem levados a termo.
Encaminhamentos



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